segunda-feira, 6 de abril de 2009

Lula: 'Temos que pedir a Deus' pelo fim da crise nos EUA
EDUARDO KATTAH - Agencia Estado


MONTES CLAROS, MG - O presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, reiterou hoje que confia que o Brasil irá superar mais rapidamente os impactos da crise internacional. Lula prometeu anunciar novas medidas anticrise e disse também que é preciso "pedir a Deus" para que a turbulência global desapareça nos países desenvolvidos. "Nós temos que torcer, torcer como nunca, pedir a Deus para que essa crise desapareça na Europa, desapareça nos Estados Unidos, desapareça no Japão, porque esses países, como são os mais ricos do mundo, eles precisam vender e comprar", destacou o presidente, durante a inauguração da Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro, da Petrobras, em Montes Claros, no norte de Minas Gerais. Lula ressaltou as dificuldades dos países ricos em retomar as importações e o reflexo nas nações emergentes. "Eles não estão comprando. Se eles não estão comprando, vai dificultar para os países em desenvolvimento vender para eles. Aí, nós teremos mais problemas aqui dentro", admitiu.Para o presidente, é por isso que a crise exige que o governo federal faça mais investimentos. "Gaste mais dinheiro em coisas que gerem empregos", observou, citando a prorrogação da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis e o pacote da habitação. "Nós vamos anunciar mais coisas para enfrentar a crise, porque nessa crise a gente não pode ficar parado", ressaltou.Segundo Lula, o Brasil "recebeu" a crise antes, mas também sairá dela mais cedo. "Aqui no Brasil nós sabemos que a crise chegou, mas nós sabemos também que o Brasil é um país que recebeu a crise seis meses antes de ela ter chegado em outros lugares, e ela vai acabar antes de acabar nos outros lugares."

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Economia Internacional
Obama: cifra do desemprego mostra necessidade de ação global
O presidente americano, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira que o aumento do desemprego nos Estados Unidos mostra a necessidade de uma ação global. "Obviamente, isso está golpeando duramente os Estados Unidos", afirmou Obama em coletiva de imprensa com a chanceler alemã Angela Merkel, pouco antes do início da cúpula pelos 60 anos da Otan.
"Se não tivermos uma ação coordenada, teremos um fracasso coletivo", acrescentou.
Março foi um mês de mais queda para o emprego americano, com 663 mil postos de trabalho perdidos, em seu nível mais alto em 25 anos, em 0,4%, a 8,5%, segundo dados corrigidos pelas variações sazonais publicadas nesta sexta-feira.
A queda da mão de obra empregada anunciada pelo departamento de Trabalho é superior às previsões dos analistas, que esperavam 658 mil demissões. Em contrapartida, o aumento da taxa de desemprego corresponde às expectativas.
O recuo do emprego em março acompanha a tendência catastróficas dos meses anteriores: fevereiro foi marcado por 651 mil destruições de empregos, janeiro por 655 mil, e dezembro foi o mês mais negro desde 1949, com 681 mil postos eliminados.